 Nunca antes na história política dos últimos 30 anos o processo eleitoral de Santa Catarina esteve amarrado em um nó-cego de tamanho poder imobilizador, até os últimos segundos do segundo tempo. Misterioso, o nó ora parecia ser instável e desatar com facilidade, ora parecia ser muito difícil de desfazer-se, tornando-se um nó inseguro, sem aplicação prática. O nó é atribuído, por todos os partidos, a uma arte de bruxaria, cujo autor seria o ex-governador Luiz Henrique da Silveira – LHS, do PMDB. Como todos os movimentos no tabuleiro político acabam com observações como “isso aí tem o dedo do ex-governador”, a desconfiança entre os partidos foi geral e o peemedebista conseguiu impor a sua vontade política, quando ninguém mais acreditava ser possível. A vitória obtida por LHS pode ser igual à pirro – aquele que paga um alto preço para vencer. No entanto, até o último segundo da disputa para homologar alianças, que encerrou no dia 30 de junho, LHS foi o dono da bola. Desta data em diante, tudo pode acontecer fora do campo democrático exercido pelos membros dos partidos.Veja todos os detalhes do processo nesta edição da Exxtra. Ivan Lopes da Silva Diretor Geral
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