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Blog Ivan Exxtra - Bastidores da política em SC
18/05/2010 - 01:53:57

Por Ivan Lopes da Silva

Tudo pela tríplice aliança

Os dois principais arquitetos da tríplice aliança (PMDB, PSDB e DEM), o ex- governador Luiz Henrique (PMDB) e o ex-governador Jorge Bornhausen (DEM), terão que usar de todas e um pouco mais de suas habilidades políticas para debelar focos de incêndios no interior do condomínio partidário. No seu interior, promete sair muita fumaça, nas próximas semanas, com a retomada das negociações para caminharem juntos em mais esta eleição.

Tudo parecia bem, entre os três partidos, até o final do ano passado.  O foco do sinistro iniciou com aprovação, por parte da direção do PMDB, de uma resolução que convocou consulta prévia para escolha do candidato do partido ao Governador do Estado.

 O gesto causou desconfiança entre tucanos e democratas. Eles identificaram, na posição do PMDB, o sinal de que o partido não abriria mão da cabeça de chapa, mesmo que o candidato peemedebista, Eduardo Moreira, estivesse pior na avaliação das pesquisas de intenção de votos.

Para reatar a tríplice, PSDB e DEM querem fazer valer o que dizem ter sido combinado, entre os três partidos, com a chancela de Luiz Henrique, há quatro anos. Pelo “acordo” o nome do postulante a encabeçar a chapa majoritária seria definido pelo critério de pesquisas. Neste caso, se não houver nenhuma mudança considerável, no próximo mês, o candidato da tríplice seria o senador Raimundo Colombo (DEM), o melhor colocado nas últimas aferições.

Os principais estrategistas e conhecedores de processos eleitorais, não veem nenhuma alternativa para os atuais inquilinos do Centro Administrativo, para manter o poder por mais quatro anos, senão a de preservar a tríplice aliança. É que pela primeira vez, a cinco meses do pleito, duas candidaturas de oposição lideram a preferência do eleitorado. Isto significa que os partidos, que dividem o atual governo, poderão ficar de fora de um possível segundo turno para decidir quem vai suceder Luiz Henrique no Governo do Estado. O DEM, “oficialmente” deixou o governo, mas na prática mantém quase todos os cargos que exerceu durante os últimos três anos.

Diante deste quadro, os nervos começam a ficar à flor da pele, principalmente entre os candidatos que concorrem para os legislativos. Sem saber se os seus partidos disputarão a eleição sozinhos, ou se enfrentam as urnas coligados, crescem as apreensões. Esta definição é crucial para que os partidos deem um rumo estratégico para o pleito que se avizinha, principalmente para os postulantes aos cargos proporcionais.

Nas últimas semanas o noticiário político tem sido pródigo em apostar que a tríplice aliança (PMDB, PSDB e DEM) está condenada e que cada um dos partidos deve lançar o seu candidato ao Governo do Estado. Este tipo de especulação é mero exercício de adivinhação. Caso não se tratasse de três grandes partidos, acostumados com as maravilhas do poder, até poderia ser admissível  um desatino de insanidade política. Porém, como não se trata de algo em que se possa dizer que o “importante é competir”, a luta pela manutenção do poder renasce sangrenta dentro da própria casa.

Ou seja, na hora fatal para iniciar o jogo, as peças (representadas por interesses distintos) se encaixam ao natural ou pela força bruta. A briga prometia ser mais ruidosa enquanto o PSDB pretendia dar as cartas na mesa do Centro Administrativo. Com a desgraça do vice-governador Leonel Pavan (PSDB), o dono absoluto da banca permanece sendo o ex-governador Luiz Henrique.

O peemedebista tem carta branca do DEM, apesar de não tê-la do seu próprio partido, o PMDB, que nestas alturas do campeonato, não admite ser vice de ninguém. No entanto, quem conhece e acompanha como se dão as escaramuças nos bastidores políticos, sabe que nas últimas duas décadas LHS sempre esteve no centro das decisões peemedebistas. E como no computo geral acumulou mais acertos do que erros,  sua liderança no partido não pode ser descartada. Já foi melhor, mas, ainda, LHS continua dando as cartas, mesmo que discretamente.

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