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Blog Ivan Exxtra - Bastidores da política em SC
03/05/2010 - 01:18:21

Por Ivan Lopes da Silva

Votos brancos e nulos

Como acontece sempre em véspera de eleição, é comum ouvir de eleitores o desejo de votar em branco ou anular o voto. O sentimento para praticar uma destas opções, que em tese é uma maneira de protestar, principalmente contra políticos, este ano parece mais acentuado. São tantos os escândalos  mostrados pelas mídias nos últimos meses, que, sem dúvida, devem influenciar o eleitor na hora de tomar uma decisão sobre o que fazer com o seu voto.

Quem não escolheu em quem votar na eleição 2010 e pensa em anular ou deixar em branco seu voto, vale a pena conhecer o peso dessas duas opções. É considerado voto “nulo” quando o eleitor manifesta sua vontade de anular  o seu voto, digitando na urna um número que não seja correspondente a nenhum candidato ou partido político oficialmente registrados. O voto nulo é apenas registrado para fins de estatísticas e não é computado como voto válido, ou seja, não vai para nenhum candidato, partido político ou coligação. Mas é considerado como protesto.

Segundo o site do Tribunal Superior Eleitora (TSE) o voto “branco” é quando o eleitor manifesta sua vontade de não votar em nenhum candidato ou partido político, apertando a tecla “branco” na urna. O voto branco, assim como o voto nulo, é apenas registrado para fins de estatísticas e não é computado como voto válido, ou seja, não vai para nenhum candidato, partido político ou coligação. Antes da Lei 9.504/1997, o voto branco era considerado válido, desde então não é mais.

Ou seja, se existem dois candidatos: A e B, e A termina com 52% dos votos, e  B recebe 35%, 10% são votos em branco e 3% são nulos, significa que 3% dos eleitores não querem nem A nem B no poder; e que 10% dos eleitores não estão satisfeitos com nenhum dos dois. Esses 13% (10% de votos brancos e 3% de votos nulos) são considerados como protesto.

O problema é que existe muita pressão para a escolha de um candidato e pouca explicação do que escolher significa. Os dois votos são considerados como um protesto válido. Eles querem dizer que o eleitor não está satisfeito com a proposta de nenhum candidato e se recusa a votar em um ou outro. Esses tipos de votos são importantes e são os que efetivamente fazem a democracia, pois, a existência deles permite que o eleitor manifeste a sua insatisfação.

Porém, apesar de legítimas esses tipos de manifestações, não são a melhor maneira de lutar pela melhora da qualidade dos nossos representantes nos governos – municipais, estaduais ou nacional – e nas casas legislativas, também, nos três níveis. É justamente neste vácuo de desinteresse pela escolha do seu representante, em cargos eletivos, é que predominam os espertalhões e carreiristas na política brasileira.

O direito pelo desencanto, do que está aí, na grande maioria, é legítimo. No entanto, mesmo que numa lista entre cem postulantes, apenas um seja digno de receber o voto, já é um alento para ter esperança que nem tudo está perdido. Mas, caso a omissão do eleitor continue crescendo, poderá chegar um tempo em que 100% dos que estiverem em busca de mandato, não mereçam, realmente, a confiança do eleitor.

Antes de votar em branco ou de anular o voto, vale a pena fazer um esforço a mais e consultar os nomes nas listas, para pinçar alguém que possa realmente ser o seu representante, seja no Executivo, seja no Legislativo. É desanimador ter que escolher um candidato por exclusão, mas, a culpa disso não é do eleitor.

Serra roga a Deus, em SC
"Orem, rezem a Deus, por mim no sentido de eu ter mais sabedoria para enfrentar as batalhas e as lutas que nós temos daqui por diante". O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra recorreu a uma passagem do Velho Testamento em que o rei Salomão pede a Deus sabedoria para governar, em evento realizado sábado, em Camboriú.

Diante de uma plateia de missionários evangélicos, o católico Serra, marcou presença em  Santa Catarina, no tradicional evento realizado pelos  pastores da Assembleia de Deus, que costuma receber políticos de todas as tendências, mas com o propósito aparecer diante de uma considerável concentração de público vindo de todos os cantos do país, num auditório lotado com cerca de 10 mil pessoas, segundo os organizadores.

A Polícia Militar não fez estimativa de público, mas líderes da igreja pentecostal afirmaram que o discurso foi ouvido por 160 mil pessoas que participaram do 28º Encontro Internacional de Missões dos Gideões Missionários, espalhados em um parque de Camboriú.

Enquanto isso, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, ao lado do presidente Lula, pediu votos na festa de 1º de Maio, organizada ontem pela Força Sindical e pela CGBT. O presidente, que não foi explícito em suas manifestações, ao se referir às eleições afirmou: "Vocês sabem quem eu quero".

Já o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), presidente da Força Sindical, atacou José Serra. No entanto, o que deve causar mais polêmica é o patrocínio de cerca de R$ 1 milhão de estatais federais, como Caixa Econômica Federal, Petrobrás, Banco do Brasil e Eletrobrás, além de empresas privadas.

O PSDB já avisou que vai apresentar à Justiça Eleitoral uma representação em que apontará a realização de propaganda eleitoral antecipada em favor de Dilma Rousseff na festa realizada pela Força Sindical. Enfim, a guerra eleitoral começou.

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