 Reprodução total ou parcial autorizada Acompanhe outras informações durante o dia ivan@exxtra.com.br Preservando a tríplice (1) Seguindo o raciocínio da coluna de ontem (As interrogações da tríplice), que ouviu as ponderações de um peemedebista histórico, o que se pode tirar de conclusão, entre vários parlamentares do partido, é que cresce o sentimento pela manutenção da tríplice aliança – PMDB, PSDB e DEM – para disputar as eleições deste ano. Ao mesmo tempo em que gostariam de construir uma chapa pura, estes parlamentares reconhecem que disputar o pleito sem parceiros fortes, é um risco real diante de candidaturas já postas pela oposição, com reais possibilidades de destronarem o partido do Governo do Estado. “É uma merda ser deputado de oposição, aqui”, dizia na semana passada um veterano parlamentar. Comentava que o deputado sem o afago do Governo, pouco pode fazer de concreto no parlamento, principalmente se fizer parte da minoria na Casa. Talvez seja esta aflição que começa atormentar, principalmente os parlamentares que estão há sete anos usufruindo do bônus de ser da base do Governo. E é com este tipo de argumento que começa a se consolidar um discurso novo entre os deputados governistas, pois independente da sigla que estiver com a caneta no Centro Administrativo, o importante é que tenha tinta para atender, à risca, os pleitos que saem dos gabinetes do Legislativo. Preservando a tríplice (2) A preservação do sonho de ser parlamentar governista começa a reaproximar os parlamentares dos três partidos, após um forte sentimento de ruptura, por consequência da queda-de-braço entre o PMDB, PSDB e DEM, pela indicação do candidato a governador. A situação se agravou com o imbróglio envolvendo o vice-governador Leonel Pavan (PSDB), que se encontra à sobra da Justiça, como personagem principal da Operação Transparência executada pela Polícia Federal. O episódio, à luz do pensamento do PMDB e do DEM, serviu como pretexto para excluir, ao natural, um dos postulantes (Pavan) a cabeça de chapa. Em tese restaram apenas o presidente do PMDB, Eduardo Moreira e o senador Raimundo Colombo (PMDB) para disputar a vaga de candidato a governador. Na prática, permanecia o “terceiro elemento”. O prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), após um período na muda, retornou ao cenário avisando com todas as letras que estava no jogo. O fato serviu ainda mais para embolar o meio de campo. A presença de Dário serviu para, entre outras coisas, jogar uma nuvem de desconfiança entre os tucanos e democratas, e a brotar a ira de Eduardo Moreira que pensava estar livre da “sombra” do prefeito. Por outro lado, invocando um suposto acordo político realizado há quatro anos, Colombo já pousava como o nome a ser oferecido pela tríplice aliança para disputar o Governo. É que tucanos e democratas juram que o governador Luiz Henrique (PMDB) é o fiador da tese que o nome abençoado pela coligação seria decido pelo critério de pesquisas de intenção de votos. Preservando a tríplice (3) Posicionado em segundo lugar nas pesquisas, na casa dos 20 por cento de intenção de votos, contra 7 de Eduardo Moreira, Raimundo Colombo e o seu partido, liderado pelo ex-governador Jorge Bornhausen, pressionavam para que fosse definido logo o nome que iria representar a tríplice aliança. Já uma ala do PMDB, mais próxima de Eduardo Moreira, não reconhece este possível “acerto” e muito menos o critério a ser adotado. Com isso, o impasse ganhou contorno de disputa sangrenta dentro da coligação. Enquanto Colombo dá o dia 30 de março como data limite para definir o nome na tríplice aliança, o PMDB convocou consulta prévia para o dia 27 de março, para escolha do candidato. Dário e Eduardo estão em campanha interna na condição de candidato a governador, e em hipótese alguma abririam mão para assumir a posição de vice na chapa. Está aí o grande nó que será difícil ser desatado, mas não impossível. A pesar da consulta peemedebista continuar sendo anunciada, a maioria já dá como certa que o evento será abortado. Os dois peemedebistas continuam conversando a fim de encontrarem num entendimento, que não leve a uma disputa traumática no partido. Caso o PMDB resolva esta questão interna, nos próximos dias, reiniciam novas conversações com o PSDB e o DEM para definir o mais rápido possível, os nomes que comporão a chapa majoritária e qual a posição que caberá a cada um dos três partidos. Este é o discurso que se ouvia, ontem, na Assembleia Legislativa. É a tese que ensina ser melhor perder os anéis do que os dedos. Arquivos Coluna 09/03/2010 Coluna 08/03/2010
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