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Blog Ivan Exxtra - Bastidores da política em SC
02/02/2010 - 04:03:27

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SC fora do diretório do PMDB
O questinionamento do Diretório Estadual do PMDB, junto com o de São Paulo, é uma ação inócua, segundo entendimento de várias lideranças do partido que participaram do lançamento da candidatura de José Fogaça ao Governo do Rio Grande do Sul, sábado, em Capão da Canoa. Por esta razão, os gaúchos decidiram listar membros do partido para fazer parte do novo Diretório Nacional, que será eleito no próximo dia 6, em Brasília. Já os peemedebistas catarinenses devem ficar fora da nova cúpula nacional, ou com participação reduzida. Até ontem apenas dois nomes estavam confirmados; o do ex-governador Paulo Afonso e o do deputado federal Celso Maldaner. Os esforços praticados pelos advogados peemedebistas, em Santa Catarina, sob o comando de João Linhares, não encontraram uma “brecha”, consistente, para contestar a antecipação de 10 de março para 6 de fevereiro a Convenção Nacional. A manobra foi arquitetada e executada pelos senadores Renan Calheiros, Jader Barbalho e José Sarney, para renovar o mandato do presidente licenciado, deputado Michel Temer (SP). O grupo é favorável a uma coligação do PMDB com o PT para respaldar a candidatura da ministra Dilma Rousseff. Os peemedebistas descontentes com esse encaminhamento defendem a formação de uma aliança para respaldar a candidatura de José Serra (PSDB). Em Santa Catarina o movimento é liderado pelo governador Luiz Henrique, que já declarou voto ao tucano. O engraçado nesta encrenca toda, é que a candidatura própria ensaiada com o nome do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), não chega a ser colocada em discussão. Ele está sendo olimpicamente ignorado, até pelos mais ardorosos defensores, num primeiro instante.

Legislativo e a tríplice aliança
Muito mais do que um simples acordo de “fio de bigode”, a posse de Gelson Merísio (DEM) na presidência da Assembleia Legislativa, é mais uma etapa vencida na arquitetura política desenhada pelo governador Luiz Henrique (PMDB), para preservar a tríplice aliança (PMDB, PSDB e DEM) unida no embate eleitoral de outubro próximo. O rodízio de comandantes no Legislativo, alternado entre o tucano Jorginho Mello e o democrata, concede poder político aos dois partidos, já que o Governo do Estado é comandado por um peemedebista. E, a exemplo do que ocorreu no primeiro Governo de Luiz Henrique, com folgada maioria na Assembleia, no segundo mandato também fez barba, cabelo e bigode, aprovando tudo o que quis, contando com uma invejável bancada governista composta de 27 cadeiras. A quase perfeita arquitetura de LHS só balançou e causou estragos, com o abalo proporcionado pela Operação Transparência, da Polícia Federal, que atropelou o vice-governador. Denunciado pelo Ministério Público Estadual por corrupção passiva, advocacia administrativa e quebra do sigilo funcional, Leonel Pavan (PSDB) pode se tornar o traço torto de uma obra política milimetricamente planejada para ser construída em linhas retas. Apesar de tudo, os defensores da manutenção da tríplice aliança, estão otimistas quanto às possibilidades existentes de fazer alguns reparos nos estragos, confiante no talento de LHS para, mesmo num curto espaço de tempo, comandar uma reengenharia, sem mudar profundamente o projeto, mas apenas fazendo algumas adequações pontuais, para que os inquilinos deste condomínio partidário mantenham o espírito da boa vizinhança.

A máquina petista
O governo Luiz Inácio Lula da Silva dobrou o ritmo da criação de cargos comissionados da administração federal no segundo mandato. O número médio mensal de postos criados aumentou de 23,8 nos quatro primeiros anos do governo para 54 a partir de 2007. Essas vagas são muitas vezes destinadas a apadrinhados políticos. Levantamento feito em medidas provisórias e projetos de lei mostra que foram criados 4.225 cargos de confiança entre 2007 e 2009. Considerando os cargos extintos no mesmo período, o saldo é de 1.946, contra 1.144 no período anterior. No segundo mandato, foram criados 395 cargos por MPs e 3.830 por projetos de lei. No mesmo período, foram criados 84.672 cargos efetivos, com exigência de concurso. Considerando só os cargos DAS 5 e 6, que são justamente o topo da carreira no serviço público, cerca de 25% dos ocupantes são filiados a algum partido, sendo que 80% desses funcionários são petistas. No primeiro mandato de Lula, 45% dos DAS 5 e 6 eram sindicalizados, número que variou para 42,8% no segundo mandato. Os dados fazem parte de uma pesquisa comandada pela cientista política Maria Celina D"Araújo, professora da PUC-RJ. Ela publicou recentemente o livro "A Elite Dirigente do Governo Lula". A maior parte dos sindicalistas que foram nomeados é de professores (19,6%) e bancários (10,1%).

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