 A partir do momento em que o vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan (PSDB), foi denunciado pelo Ministério Público Estadual por corrupção passiva, advocacia administrativa e quebra do sigilo funcional, com base nas investigações da Operação Transparência da Polícia Federal, o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) sentiu o golpe no seu projeto político/eleitoral, que parecia estar redondinho para o embate de outubro. LHS, ao menos em público, procura manter a tranquilidade e serenidade, sempre declarando que tem a certeza que Pavan irá provar a sua inocência. No entanto, mesmo que isso aconteça, o mais de pressa possível, servirá para livrar o vice-governador de uma encrenca jurídica e criminal ainda não mensurada. Mas, por outro lado, o estrago político é irreversível. O tempo (curto) conspira contra as melhores previsões para que seja concertado o casco arrombado da tríplice aliança (PMDB, PSDB e DEM) e possa seguir viagem em águas menos turvas do que o atual tsunami em ação. As possibilidades de Pavan e o futuro da tríplice aliança são tema da reportagem principal deste edição de sua Revista Exxtra. Ivan Lopes da Silva Diretor Geral |