Inicial Todas Notícia Mais lidas Colunas Revista Exxtra Vídeo & Áudio Cotato
Blog Ivan Exxtra - Bastidores da política em SC
10/11/2017 - 00:14:20

Por Ivan Lopes da Silva 

Maioria dos eleitores não tem partido no país

Nunca antes na história desse país os brasileiros mostraram total antipatia pelos partidos políticos. Isto ficou demonstrada com o elevado índice de abstenção, votos nulos e brancos nas eleições deste ano, que em muitos municípios, somados chegou a um terço do eleitorado. Pesquisa do Ibope sobre preferência partidária no ano passado registrou um novo recorde: 2 de cada 3 brasileiros não têm simpatia por nenhuma sigla. No auge dos protestos de 2013 a taxa dos sem-partido chegara a inéditos 59%. Desde então, cresceu e alcançou os 66%. Para se ter uma idéia disto, mesmo durante as crises do final do governo José Sarney, do impeachment de Fernando Collor e da superinflação do começo da gestão Itamar Franco a proporção dos sem-partido nunca havia chegado à metade da população. Isso aconteceu pela primeira vez em 2010, durante a campanha que elegeu Dilma Rousseff (PT) pela primeira vez. E, de lá para cá, a taxa das pessoas que não preferem nenhuma sigla nunca mais voltou ao patamar anterior.

O desencanto com os partidos está ladeira a baixo nos últimos 27 anos, mas, principalmente nas últimas duas eleições. Em 1988, quando foi votada a nova Constituição, havia inacreditáveis 26% de simpatizantes peemedebistas. Os petistas e sua área de influência ainda eram 12%, e as demais siglas somavam 24% das preferências do público.

Mesmo durante as crises do final do governo José Sarney, do impeachment de Collor e da superinflação do começo da gestão Itamar a proporção dos sem-partido nunca chegou nem à metade da população. Sua taxa oscilou na faixa dos 40% por toda a era Fernando Henrique Cardoso. O PSDB absorveu alguns ex-peemedebistas e bateu em 10% de simpatizantes no primeiro mandato de Fernando Henrique. Mas caiu junto com a popularidade do ex-presidente no começo de 1999.

Os anos 2000 assistiram à ascensão fulminante do petismo. Como já haviam faturado nas crises anteriores, os petistas cresceram durante o apagão do governo FHC. Saíram de 15% das preferências para picos de mais de 30%, superando de vez o PMDB. O petismo emagreceu durante a crise do mensalão enquanto os tucanos pareciam ganhar musculatura. Mas Lula se reelegeu em 2006, o PT se alimentou da popularidade do presidente, e o PSDB murchou. Agora, o PT se esvaiu.

Desde então, a taxa dos sem-partido é a imagem no espelho do petismo. Se um sobe, o outro cai - sem que os demais partidos cheguem nem perto dos dois dígitos e participem da cena. Foi nesse período que a disputa política mais se acirrou. Quanto mais violenta a partida, menor o público disposto a assisti-la.

Entre 1989 e 2002, os dados se referem à média das pesquisas Datafolha realizadas no ano. De 2004 a 2012, as pesquisas foram realizadas em novembro ou dezembro. Há duas pesquisas para 2013 (antes e durante as manifestações, em março e junho) e para 2014 (antes e depois das eleições (agosto e dezembro). A de 2015 foi realizada em março.

A situação é pior entre os jovens. Pela 1.ª vez na, o PT foi alcançado pelo PSDB e não lidera a preferência entre quem tem 16 e 24 anos. A pesquisa mostra que 6% preferem os tucanos e 5% os petistas. O porcentual de eleitores sem preferência partidária também é recorde: 75%. Ou seja, no andar da carruagem, enquanto a política está uma brasa, os partidos viraram carvão - quando não, cinzas. No PT, por exemplo, já se fala em possibilidade de enterrar a sigla e “renascer” com uma nova. Aguardemos.

 

Fernando Coruja é efetivado na Assembleia e Roberto Salum assume como suplente

O deputado Fernando Coruja (PMDB) assumiu uma cadeira efetiva na Assembleia Legislativa, na quinta-feira (9), na vaga deixada pelo ex-deputado José Nei Ascari, agora conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Coruja atuava como suplente desde o início da legislatura. A saída de Ascari possibilitou a ascensão do segundo suplente da coligação PMDB-PSD-DEM-PRB, Roberto Salum (PRB), também empossado durante a sessão ordinária, em ato lido pelo presidente da Casa, deputado Silvio Dreveck (PP).

 

Salum ocupa a vaga do deputado Moacir Sopelsa (PMDB), que comanda a Secretaria de Estado da Agricultura. Em 2016, Salum assumiu como suplente pelo período de 60 dias, e agora pretende desarquivar diversos projetos apresentados naquele período que não prosperaram nas comissões. Em pronunciamento na tribuna, ele apresentou-se como o deputado que fará a diferença no Parlamento catarinense, enfatizou que “será um deputado combativo em defesa do Parlamento” e incentivou o presidente Silvio Dreveck a prosseguir com o processo de compra de um imóvel para alocar as estruturas administrativas do Legislativo, hoje dispersas em prédios alugados, porque trata-se de uma medida que trará economia à Alesc.

Salum afirmou ainda que será aliado do governador Raimundo Colombo, dentro da lei, e que defenderá os companheiros da Polícia Civil, categoria da qual é oriundo, para que tenham evolução na carreira e possam se aposentar.

O novo deputado foi cumprimentado pelos colegas Mauricio Eskudlark (PR) e Milton Hobus (PSD). Hobus afirmou que “Salum faz bem ao Parlamento porque demonstra toda a pluralidade que o Parlamento deve ter para bem representar a população de Santa Catarina”.

Magistrado de SC palestrará em Encontro Ibero-Americano sobre Governo Eletrônico

O juiz João Alexandre Dobrowolski Neto, titular do Juizado Especial Criminal do Foro Eduardo Luz, na comarca da Capital, palestrará no 26º Encontro Ibero-Americano sobre Governo Eletrônico e Inclusão Digital. O evento, promovido pela empresa Softplan, responsável pelo sistema de automação do Poder Judiciário de Santa Catarina, acontecerá no próximo dia 13 de novembro no Sapiens Parque, norte da Ilha, a partir das 14 horas.

O magistrado vai abordar o tema "Impactos da tecnologia da informação e inteligência artificial no Judiciário". Participarão do evento pesquisadores de universidades brasileiras e espanholas, além de representantes do Judiciário catarinense e também da empresa de software. A inscrição é gratuita. Para garantir vaga, os interessados devem enviar um e-mail com o nome completo e CPF para egov.ufsc@gmail.com. No campo "assunto" é necessário colocar: "inscricao 26 encontro". Os participantes com 75% de presença receberão certificado emitido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 

Desembargadores recém-empossados iniciam seus trabalhos no Tribunal de Justiça

Os novos desembargadores, empossados neste mês em solenidade realizada no último dia 1º de novembro, já iniciaram seus trabalhos na Corte. O desembargador Júlio César Machado Ferreira de Melo, por exemplo, participou nesta manhã (9/11) de sua primeira sessão como titular na 1ª Câmara Criminal do TJ. O fato foi destacado pelo presidente do órgão julgador, desembargador Paulo Roberto Sartorato, e pelos demais integrantes: desembargadores Carlos Alberto Civinski e Norival Acácio Engel. Os três outros magistrados que também tomaram posse no início do mês, desembargadores Helio David Vieira Figueira dos Santos, José Agenor de Aragão e Sidney Eloy Dalabrida, igualmente deram início aos trabalhos, já com o registro de recebimento de processos através do setor de distribuição. Integrantes da Câmara Civil Especial, eles devem participar da próxima sessão, marcada para a última quinta-feira do mês, no dia 30 de novembro.

Comissão aprova MP que devolve ao governo depósitos indevidos em contas de falecidos

A Comissão Mista da Medida Provisória 788/2017 aprovou o relatório final da matéria. A MP permite ao governo resgatar os valores depositados de forma indevida em contas bancárias de pessoas falecidas. De acordo com o relator, senador Humberto Costa (PT-PE), o texto original foi alterado para incluir emenda que permite ao governo publicar o nome do falecido em jornais de grande circulação, quando o banco não conseguir avisar nenhum herdeiro ou dependente da pessoa falecida sobre o bloqueio dos recursos e valor da devolução. A proposta segue agora para o exame dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

CCJ inicia debate sobre projeto que legaliza cassinos, bingos, jogos do bicho e apostas no país

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ) iniciou a discussão de projeto que legaliza cassinos, bingos, jogo do bicho e apostas no país (PLS 186/2014). A proposta prevê que os cassinos devem ser explorados por autorização concedida pelo governo federal, enquanto os bingos e o jogo do bicho vão ficar a cargo de estados e municípios. O autor da proposta, senador Ciro Nogueira (PP-PI), diz que a atividade poderá render algo como R$ 15 bilhões por ano em impostos. O senador Benedito de Lira (PP–AL), relator na CCJ, defendeu a legalização dos jogos de azar, ou, como ele prefere chamar, jogos de fortuna.

 

 

Aprovado uso de verbas de fundos constitucionais para revitalização de bacias hidrográficas

  Os senadores aprovam em Plenário a destinação de recursos para a revitalização de bacias hidrográficas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste (PLS 369/2017). A verba virá dos fundos constitucionais destinados ao desenvolvimento das três regiões. Para o autor da proposta, senador José Pimentel (PT–CE), as ações de preservação não podem ser interrompidas pela falta de dinheiro.

DH), vai permitir acesso a diversos benefícios para a categoria. O relator da proposta (PLC 47/2017) na CDH, senador Cidinho Santos (PR–MT), apresentou um substitutivo para incluir a extração artesanal de marisco entre as atividades listadas na Política Nacional de Aquicultura e Pesca.

 

Publicada lei que qualifica atendimento a mulheres em situação de violência

O presidente da República, Michel Temer, sancionou na semana passada norma que altera a Lei Maria da Penha, criando regras que qualificam o atendimento policial e a perícia junto a mulheres em situação de violência doméstica. Publicada na quinta-feira (9), a Lei 13.505/2017, determina, entre outras mudanças, que esse trabalho deve ser prestado, preferencialmente, por servidoras do sexo feminino previamente capacitadas. A lei também dá garantias quanto às perguntas e questionamentos que devem priorizar a saúde psicológica e emocional da mulher; protegê-la do contato com os agressores; e evitar a revitimização, ou seja, questionamentos sucessivos sobre o mesmo fato em diferentes fases do processo. Também foram incluídas novas diretrizes quanto ao local do atendimento e registro dos depoimentos. As políticas e planos de atendimento às mulheres em situação de violência devem priorizar, segundo a Lei 13.505, a criação de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), de Núcleos Investigativos de Feminicídio e de equipes especializadas para o atendimento e a investigação das violências graves contra a mulher.

imprimir
Inicial
Todas Notícia
Revista Exxtra
Colunas
Vídeo
Utilidade Pública
Expediente