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Blog Ivan Exxtra - Bastidores da política em SC
22/08/2016 - 00:12:00

Por Ivan Lopes da Silva  

Horário gratuito é chato e funciona

Começa no próximo dia 26, o horário eleitoral, conhecido como “gratuito”, mas alguém paga. Ou seja, o contribuinte. O horário eleitoral, somado ao Fundo Partidário, ao custo de subsídio público superior a R$ 1 bilhão, perdeu sua função de esclarecimento do eleitor, tornando-se mero aparato de propaganda e marquetagem vulgar, provocando elevadíssimos custos de campanha. Há como substituir o horário eleitoral, como defendeu o senador catarinense, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), morto no ano passado, por Sabatinas e Debates públicos, esses sim, que poderiam ser transmitidos (como já ocorre no caso dos debates) por veículos de mídia, bem como pela internet, gratuitamente, sem acarretar custos ou distorções entre candidaturas. Porém, na realidade, partido nenhum quer abrir mão desta “gratuidade”.

Como atuei em algumas equipes de produção destes programas, nos últimos anos, concordo que comparado a qualquer outro programa televisivo, o horário eleitoral gratuito pode ser chato, sem-graça e repetitivo, mas é exatamente assim que os candidatos plantam uma semente na intenção de voto do telespectador. Ou seja, o horário eleitoral tem esse formato porque é assim que ele funciona e danem-se os telespectadores, diriam os candidatos.

A verdade é que se o horário eleitoral fosse um programa comum, seria um fiasco. Mas ele é feito para criar um herói com a única meta de ganhar a eleição, enquanto um programa qualquer pode apenas entreter. E para entreter tem as novelas, os silvios santos, os faustões e mais uma gama de opções, conforme o gosto do freguês.

Acredito que o eleitor não tenha (e não deve ter obrigação de saber) a menor ciência de quanto custa esta “brincadeira”. Custa muito. Com o custo total da propaganda política é possível produzir cerca de cinco programas de TV sofisticados. Os melhores jornalistas, produtores, câmeras, publicitários e marqueteiros do mercado estão por trás de cada segundo exibido. Nem mesmo as novas restrições de gastos irão acabar com a dinheirama gasta nas produções televisivas.

Seu único limite é o tempo, não a audiência. Isso porque mesmo que uma pessoa não acompanhe a propaganda política diariamente, ela sempre acaba vendo um ou outro programa e o horário eleitoral é pensado para atingir tanto quem assiste todos os dias quanto quem vê de vez em quando.

No entanto, hoje já há um consenso entre os produtores de que os programas precisam adicionar mais verdade ao que dizem, ao invés de serem escravos do teleprompter. O uso de mais reportagens e “povo-fala” pode ajudar a dar mais ousadia. Portanto, hoje poderemos conferir se esta será a tendência posta em prática ou será uma reprise do que vem sendo exibido nas últimas eleições. Mas, no fundo, pouco importa como será, pois como disse acima, assistindo todos os dias ou eventualmente, os telespectadores serão pegos de uma forma ou de outra. Caso contrário, ninguém investiria o maior naco da bolada de campanha para produzir “novelinhas” para fazer boi dormir.

Promotoria Eleitoral requer impugnação de candidato a Prefeito de Capivari de Baixo

A Promotoria Eleitoral da 99ª Zona Eleitoral de Santa Catarina protocolou, quinta-feira (18), ação de impugnação ao registro de candidatura de Luiz Carlos Brunel Alves, candidato a Prefeito de Capivari de Baixo. De acordo com o Promotor Eleitoral da 99ª Zona Eleitoral, o candidato possui condenação em uma ação civil pública por prática de ato de improbidade administrativa, o que o deixa em situação de inelegibilidade. Em 2013, Luiz Carlos foi condenado em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina a ressarcir danos causados aos cofres públicos por adquirir lixeiras de forma direta, sem licitação. Comprovada a intenção de burlar o processo licitatório, causando prejuízos ao erário, além do ressarcimento e pagamento de multas foi decretada a perda da função pública e suspensos os direitos políticos por cinco anos, tornando-se o candidato impugnado sem condições de ser eleito, nos termos do artigo 14 § 3º, inciso II da Constituição Federal. A ação de impugnação aguarda agora, notificação do impugnado para defesa e demais atos, até final julgamento.

Servidores municipais de Florianópolis decidem encerrar a greve

Os servidores municipais em greve desde 15 de agosto aceitaram a proposta da Prefeitura e decidiram voltar ao trabalho a partir desta segunda-feira (22). A assembleia que decidiu pelo fim da paralisação. O fim do movimento foi aprovado por ampla maioria. O principal obstáculo para o encerramento da greve foi removido no dia anterior, com o pedido de arquivamento do projeto de lei complementar 1.560/2016, que promovia alterações nos fundos previdenciários do Município. O Sintrasem, sindicato que representa os servidores, deixava claro que não haveria volta ao trabalho se o PLC não fosse retirado da Câmara. Algumas outras demandas foram acertadas, mas o entrave era o projeto de lei complementar. Com o arquivamento e o consequente fim da paralisação, ficou acertado com o sindicato que os dias parados deverão ser compensados, devendo cada Secretaria estabelecer, em 15 dias, o calendário dessa reposição, de acordo com suas necessidades. Sobre o plano de carreira dos auxiliares de sala, a Prefeitura vai aplicar a segunda parcela no mês de setembro.

TRE-SC finalizou entrega de urnas para os municípios na sexta (19)

Nesta sexta-feira (19), o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina finalizou as entregas das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas próximas eleições municipais. A última leva contabilizou 777 urnas, que foram enviadas para os municípios de Balneário Camboriú e Itapema. As urnas saíram de São José, na Grande Florianópolis, onde fica localizado o depósito de urnas do Tribunal e seguiram para as zonas eleitorais ou os locais de armazenamento dos municípios. Ao todo, a Justiça Eleitoral efetuou 20 roteiros de distribuição de urnas, que começaram no dia 13 de julho. Segundo o chefe da Seção de Administração de Urnas do TRE-SC, Jairo Soldatelli de Almeida, as entregas foram realizadas com sucesso e dentro do cronograma, que previa que as urnas fossem entregues até o dia 19 de agosto. Das 20.244 urnas que serão utilizadas no próximo pleito, mais de 18 mil foram encaminhadas aos municípios. O restante ficará armazenado no próprio depósito de São José e atenderá Florianópolis e alguns municípios da Grande Florianópolis.

Projeto de renegociação das dívidas dos estados com a União é destaque na Câmara

O projeto de renegociação das dívidas dos estados com a União é o primeiro item da pauta do Plenário na segunda semana de agosto, com a análise dos destaques ao texto marcada para as 16 horas dstae segunda-feira (22). Na madrugada de 10 de agosto, os deputados aprovaram o texto-base do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/16, que propõe o alongamento dessas dívidas por 20 anos se os estados e o Distrito Federal limitarem o crescimento anual de suas despesas primárias à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Na votação, o Plenário retirou do texto do relator Esperidião Amin (PP-SC) a exigência de congelamento das remunerações dos servidores públicos estaduais por dois anos. Entre os destaques que poderão ser votados está o que exclui do limite do IPCA às despesas com saúde, educação e segurança pública.

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