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Radar Econômico
22/08/2016 - 00:07:57

Deputado diz que falta segurança jurídica para se investir no país

O deputado estadual Valmir Comin (PP) declarou que a falta de uma estrutura jurídica mais clara e simplificada prejudica a atração de novos investimentos e tira a competitividade do país em âmbito internacional. A questão, disse, esteve presente nos debates realizados na última Conferência de Cúpula do Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, realizada na China. "O governo não precisa produzir nada, mas ser um incentivador e regulador dos investimentos. Precisamos de uma revolução muito profunda, mas isso depende de vontade política em fazer acontecer.”

Debate sobre infraestrutura viária será realizada em audiência pública

O deputado estadual Milton Hobus (PSD) aprovou, recentemente, na Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano requerimento a Assembleia, requerimento de sua autoria para a realização de uma audiência pública com o objetivo de debater a situação das rodovias federais que cortam o estado e os investimentos previstos para a infraestrutura viária. “Não podemos ficar calados se temos a esperança de ter uma economia melhor. Precisamos traçar um diagnóstico destas vias, sobretudo das BRs 101 e 470, saber se há planos para a privatização de trechos e qual o prazo para a concessão e se vão se concretizar os projetos de duplicação.” O parlamentar não divulgou onde e quando o evento será realizado.

Desemprego e crise econômica são destaques do Com a Palavra, o Governador

O programa semanal Com a Palavra, o Governador que vai ao ar nesta sexta-feira, 19, abordou o novo documento elaborado pelo Banco Mundial com os desafios e alternativas para enfrentar a crise. O governador Raimundo Colombo também falou sobre os resultados positivos do Programa SC Rural aos jovens empreendedores e destacou que, apesar da queda nos índices, Santa Catarina segue líder na geração de empregos no Brasil. Colombo afirmou que os indicadores do Banco Mundial são interessantes e que algumas alternativas propostas no documento podem ser adaptadas para Santa Catarina. "Eles abordam SC como estado de referência para o país. Isso nos deixa alegres, mas ao mesmo tempo conscientes do desafio", disse. Durante a entrevista, Colombo concordou que o momento é delicado para o estado e que os reflexos da crise econômica brasileira afetam diretamente os postos de trabalho. “Um dos indicadores mais importantes é a taxa de desemprego, e a nossa continua a mais baixa do Brasil, com o melhor índice do país. Mas mesmo assim ela cresceu e não há como esconder isso. Chegamos a ter 2,7% da taxa de desemprego e, agora, estamos com mais de 6%. O governo tem feito um esforço muito grande para atrair novos investimentos e não aumentar impostos, o que tem protegido Santa Catarina”, destacou Colombo.

Governador fala sobre Encontro dos Jovens Empreendedores do Meio Rural

O governador também se disse impressionado com a quantidade de pessoas que participaram do Encontro dos Jovens Empreendedores do Meio Rural e Marinho Catarinense, em Chapecó. Mais de mil produtores rurais estiveram presentes. Todos eles fizeram o Curso de Liderança, Gestão e Empreendedorismo, promovido pelo Programa SC Rural. Com as aulas, os jovens tornam-se aptos a desenvolver seu próprio negócio.

Centro de Inovação de Lages abre 40 vagas para empresas

O estímulo a novos negócios inovadores com alto potencial de crescimento é um dos propósitos dos Centros de Inovação que estão sendo construídos em Santa Catarina pelo Governo do Estado. A primeira unidade inaugurada, o Orion Parque, em Lages, lançou edital para o processo de incubação de empresas. São 40 vagas destinadas, inicialmente, a empresas com projetos no ramo da tecnologia ou em áreas como ensino, comércio e serviços e que tenham no máximo quatro anos de existência. O edital está disponível no site e os interessados devem enviar as propostas até 9 de setembro. “As empresas selecionadas poderão permanecer por dois anos na incubadora do Centro de Inovação, prazo que pode ser prorrogável por mais um ano. Esse é o período padrão para que esteja pronta para enfrentar a realidade do mercado”, explica o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Jean Vogel.

Centro de Inovação de Lages é o primeiro dos 13 que serão inaugurados em SC

O Centro de Inovação de Lages foi o primeiro a ser inaugurado em junho. Serão 13 unidades e, neste momento, estão em construção os centros de Jaraguá do Sul, São Bento do Sul, Chapecó, Joaçaba, Tubarão, Itajaí e Blumenau. Receberão ainda o projeto Joinville, Criciúma, Brusque, Florianópolis e Rio do Sul. Os centros vão atuar como ponto de conexão entre instituições de ensino, empresas e poder público, em um ambiente que visa materializar o conhecimento em novas empresas, produtos ou serviços inovadores, atuando como disseminador da cultura da inovação. “A inovação é fundamental para que Santa Catarina continue sendo um Estado diferenciado, que valoriza o trabalho, o empreendedorismo e o conhecimento”, enfatiza o secretário de Estado da SDS, Carlos Chiodini.

Capacitação em Turismo Rural será promovida na região Caminhos da Fronteira

Entre os dias 23 e 25 de agosto, a Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte (SOL), no âmbito do Programa SC Rural, promoverá uma capacitação sobre Turismo Rural na Agricultura Familiar, em Itapiranga, região turística Caminhos da Fronteira. Participarão do evento agricultores familiares, representantes das prefeituras e profissionais que atuam com turismo dos municípios de Anchieta, Iporã do Oeste, Itapiranga, São João do Oeste, Tunápolis e Guaraciaba. O programa do curso, que perfaz 24 horas aula, inclui temas como planejamento, gestão de negócios, valorização da gastronomia e da cultura local, artesanato, inovação, paisagismo e construções sustentáveis, entre outros.  Como material de apoio, será utilizada a cartilha “Turismo Rural na agricultura familiar: conceitos e práticas”, projeto desenvolvido pela SOL e SC Rural, por meio de consultoria contratada para este fim.

Endividamento das famílias estabiliza, mas crescimento nas vendas só na temporada

O endividamento das famílias catarinenses estabilizou, era de 57,4% em junho e atingiu 57,1% em julho, uma queda leve de 0,3%, segundo mostrou a pesquisa sobre endividamento familiar realizada pela Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio). “As dívidas estão estabilizando, o dólar está estabilizando, a inflação também, a tendência é de que atingimos o fundo do poço”, avaliou Elder Arceno, gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Fecomércio. Ele admitiu à Agência AL, na quinta-feira (18), que o crescimento nas vendas retornará apenas na temporada de verão. “Esperamos o impacto positivo do turismo, principalmente na faixa litorânea”, declarou. Outro dado importante, segundo o economista, é a confiança do consumidor. “A confiança não aumentou, ela deixou de cair, mas diante da crise política atual dificilmente vai aumentar antes do fim do ano”, prognosticou Arceno, que demonstrou preocupação com o fato de que cerca de 60% das famílias catarinenses têm dívidas que comprometem de 11% a 50% da renda familiar. “Não é alarmante, o desemprego em alta e a inflação alta é que são alarmantes”, argumentou o dirigente da Fecomércio.

O momento é de cautela nas compras para as famílias brasileiras

Para o especialista em planejamento financeiro, engenheiro Jailon Giacomelli, o momento é de cautela. “Os altos índices de endividamento são resultado do acesso fácil ao crédito e do aumento do desemprego, isso criou uma bola de neve”, comparou Giacomelli, que destacou que grande parte das dívidas são relativas a bens de consumo. “Um celular, uma roupa”, exemplificou o especialista, ressaltando que o cartão de crédito e o cheque especial são os grandes vilões. “O crédito mais fácil de acessar”, observou Giacomelli. Para aqueles que estão com problemas para pagar as contas, Giacomelli sugeriu um método simples e eficaz: listar as dívidas, com as respectivas taxas de juros e números de parcelas; abrir o jogo dentro de casa; buscar dívidas mais baratas, com juros menores e prazos mais longos; negociar com os credores para, com o dinheiro obtido com as dívidas mais baratas, quitar ou reduzir o valor principal, alongando o prazo e o valor das parcelas; por último, prevenir para não repetir o erro. “Resolve o problema”, garantiu o especialista em planejamento financeiro.

Recurso do MPSC confirma poder do Procon de aplicar multa em favor de consumidor

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) conquistou, em decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a anulação da sentença que impedia o PROCON/Chapecó de multar uma empresa que havia prejudicado um consumidor. Em 2009, um cidadão reclamou ao PROCON sobre a venda de um misturador monocomando para cozinha com ducha manual defeituosa pela empresa Duratex, a qual não aceitava consertar o objeto. O estabelecimento afirmou que o problema do produto se devia ao desgaste natural das peças, não sendo coberto pela garantia. No entanto, o PROCON acolheu o pedido do consumidor para o reparo do utensílio em até 30 dias ou a restituição do valor, justificando que a ducha possuía defeitos ocultos, diminuindo o tempo de uso útil da mercadoria, e que o termo de garantia não fornecia informações claras. A empresa conseguiu anular a sentença do PROCON por meio de decisão da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Chapecó, a qual destaca que o misturador sofreu, de fato, desgaste devido ao uso contínuo diário. Além disso, reputou inválida a aplicação de multa por parte do órgão de defesa do consumidor, pela ausência de elementos suficientes da lesão.

Inadimplência encarece crédito apesar de manutenção dos juros básicos - 1

O congelamento dos juros básicos da economia não está chegando ao consumidor final. Enquanto a taxa Selic está em 14,25% ao ano desde julho do ano passado, os juros para os tomadores de crédito não pararam de subir no período. As taxas foram encarecidas pela inadimplência, que impulsionou o spread bancário – diferença entre as taxas que os bancos pagam para captar recursos e as que cobram dos consumidores. Somente num intervalo de 12 meses, o spread médio subiu 9,2 pontos percentuais. Em junho, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Banco Central (BC), o spread atingiu 39,7% ao ano. Esse é o nível mais alto registrado desde que a autoridade monetária mudou a metodologia de apuração das taxas de juros do sistema de crédito, em 2011.

Inadimplência encarece crédito apesar de manutenção dos juros básicos - 2

Se for considerado apenas o crédito para as pessoas físicas, a diferença entre os juros de captação e aplicação correspondeu a 58,5% ao ano, alta de 13,4 pontos percentuais entre junho de 2015 e junho deste ano. Em relação aos empréstimos para as empresas, o spread atingiu 18,2% ao ano, alta de 3,2 pontos percentuais na mesma comparação. A conta inclui apenas as linhas de crédito operadas com juros livres, sem financiamentos com taxas subsidiadas como as do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou com recursos da poupança. A diferença pode ser observada quando se compara a evolução das taxas usadas na captação – quando as instituições financeiras pegam dinheiro emprestado dos correntistas e oferecem juros em aplicações como poupança e CDB – e os juros cobrados na concessão de crédito.

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